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A atividade contou com o apoio da Escola do Legislativo e reuniu estudantes da rede pública de ensino em disputas de debates sobre temas de relevância social.
Assembleia

Debatedores Nota 1000 reúne estudantes no Plenário da Assembleia Legislativa

Competição mobilizou escolas públicas em torno da argumentação, da pesquisa e do protagonismo juvenil.

11/06/2026 14:42
Sarah Pedon
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A atividade contou com o apoio da Escola do Legislativo e reuniu estudantes da rede pública de ensino em disputas de debates sobre temas de relevância social.

A capacidade de argumentar, defender ideias e construir pensamentos críticos foi colocada à prova durante mais uma etapa do projeto Debatedores Nota 1000, realizada nos dias 10 e 11 de junho, no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná. A atividade contou com o apoio da Escola do Legislativo e reuniu estudantes da rede pública de ensino em disputas de debates sobre temas de relevância social.

Organizado pelo Instituto Eureka, o projeto tem como principal objetivo incentivar o desenvolvimento da argumentação entre os jovens, promovendo o estudo, a pesquisa e o pensamento crítico. Antes de cada debate, as equipes recebem o tema que será discutido. No momento da disputa, um sorteio define qual escola defenderá a posição favorável e qual ficará responsável pela argumentação contrária, exigindo dos participantes domínio do conteúdo e capacidade de adaptação.

A realização da etapa na Assembleia Legislativa integra a proposta de aproximar os estudantes dos temas debatidos no Parlamento e estimular a participação cidadã. Segundo o diretor da Escola do Legislativo, Jeulliano Pedroso, iniciativas como o Debatedores Nota 1000 estão alinhadas à missão da instituição de contribuir para a formação dos jovens.

"Entendemos que é papel da Escola do Legislativo acolher ideias, projetos e ações que contribuam para que os estudantes desenvolvam habilidades que vão ajudá-los no Enem e na vida. Eles também têm o papel de debater e refletir sobre políticas públicas e temas discutidos aqui na Assembleia Legislativa. Hoje, por exemplo, estão debatendo sobre as casas de apostas, assunto que impacta a vida de todo cidadão. Um Legislativo aberto e transparente deve acolher iniciativas positivas que estejam alinhadas com o que temos construído", destacou.

Ao longo das apresentações, os estudantes demonstraram preparo, desenvoltura e conhecimento sobre os assuntos debatidos, fruto de um intenso trabalho coletivo realizado durante toda a competição. Para a estudante do 2º ano do Colégio Estadual do Paraná, Eduarda Azevedo Birsneek, a construção dos argumentos é resultado de um processo colaborativo que envolve toda a equipe.

"Fazemos uma construção bem sólida das teses em conjunto e montamos um texto para ser apresentado aqui. É um processo que acontece desde a etapa anterior da competição. Todo mundo se integrou de verdade. Esse projeto também nos dá referências e embasamento, já que nós, como jovens, precisamos ter acesso a informações reais. Isso nos ajuda em outras situações, como o Enem, no qual temos de produzir teses e apresentar informações e dados verídicos. A integração neste projeto foi de extrema importância para mim", afirmou.

A estudante Lara Liz Brocco, do 2º ano do Colégio Marechal Cândido Rondon, destacou os desafios de liderar uma equipe formada por estudantes com diferentes opiniões e métodos de estudo.

"O mais difícil nesse projeto foi a organização. Eu sou a capitã do grupo, então entender as ideias de todo mundo e colocá-las no papel foi o maior desafio. Conciliar opiniões, formas de estudo e pontos de vista diferentes é muito mais difícil do que vir aqui debater. Esse projeto vai agregar muito na minha vida, principalmente na área de liderança. Além disso, está ajudando bastante na oratória e vai me auxiliar muito na redação do Enem", ressaltou.

Também do Colégio Marechal Cândido Rondon, a estudante do 1º ano Giovanna Roeder César enfatizou os ganhos pessoais e acadêmicos proporcionados pela iniciativa.

"O projeto é muito bom, porque conseguimos expandir nosso vocabulário e perder a vergonha de falar em público. Temos um colega que se desenvolveu bastante nesse aspecto. Também aprendemos sobre diversos temas e passamos a ter diferentes visões sobre as coisas", comentou.

O fundador do Instituto Eureka, professor Marlus Geronasso, destacou que o projeto promove o protagonismo juvenil e prepara os estudantes para desafios que vão além da competição.

"O projeto Assembleia no Enem, realizado em parceria com a Assembleia Legislativa, permite a difusão da oralidade entre os jovens e fortalece o protagonismo juvenil. Eles debatem temas polêmicos que podem se transformar em temas de redação dos vestibulares. Isso já aconteceu em 2023, quando o tema debatido na final foi posteriormente utilizado no Exame Nacional do Ensino Médio. Os estudantes aprendem a construir argumentos, organizar ideias e elaborar propostas de intervenção — competências fundamentais para o Enem", explicou.

Geronasso também ressaltou o impacto das experiências pessoais compartilhadas durante os debates.

"Tivemos relatos muito marcantes. Foi possível ouvir o depoimento de uma estudante venezuelana sobre a reforma agrária em seu país e também de uma aluna que relatou os impactos das bets em sua família. São experiências que enriquecem o debate e demonstram como esses temas estão presentes no cotidiano dos jovens", afirmou.

Nesta edição, 25 colégios iniciaram a competição. Após as etapas classificatórias, nove escolas avançarão para a semifinal e, posteriormente, quatro disputarão a grande final, concorrendo a medalhas, troféus e bolsas de estudos.

Responsável pela avaliação dos debates, o poeta e publicitário Antônio Thadeu Wojciechowski explicou os critérios observados durante as apresentações.

"Os argumentos precisam sustentar as posições defendidas pelas equipes. Observamos a coerência, a qualidade da argumentação, a capacidade de responder aos questionamentos e a clareza na apresentação das ideias. O que se destaca é quem consegue se apresentar de forma mais contundente, organizada e clara", afirmou.

Segundo ele, a evolução dos participantes tem sido perceptível a cada edição.

"A cada ano fica melhor. Esta edição está provando que a evolução é constante. Acredito que o projeto tenha um papel importante nos resultados que esses estudantes alcançarão nas redações do Enem no final do ano", concluiu.

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